quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Capital no alvo: indignados espanhóis protestam em frente a bolsas de valores

Por Fabíola Munhoz

Barcelona (Espanha) - Depois do Senado espanhol ter aprovado definitivamente a reforma constitucional que limita o déficit público do país a 0,40% do PIB, no início de setembro, os integrantes do movimento 15-M adaptaram suas estratégias de luta, deixando de organizar manifestações frente ao Congresso Nacional para realizar ações diante dos prédios que abrigam o poder financeiro do país.
Isso porque os recortes em direitos sociais que vêm sendo postos em prática por governos de países europeus periféricos, como Espanha, Grécia, Portugal e Itália, são condições impostas por Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional para que tais economias sejam resgatadas. A situação deixa claro que, atualmente, são as instituições financeiras e as agências de avaliação de risco para créditos os verdadeiros administradores da política socioeconômica mundial. Já os governos, sejam eles de esquerda ou direita, têm atuado como meros fantoches na representação de interesses privados.
Por serem conscientes dessa realidade e acreditaram que a organização de tal estrutura teve início com a hegemonia econômica e militar norte-americana em todo o mundo, manifestantes ianques acamparam em Wall Street no último dia 17 para manifestar seu  descontentamento com a ditadura dos mercados financeiros e o poder do capital sobre os governos de cada país. 
Para apoiar tal iniciativa, na mesma data, os indignados espanhóis convocaram uma jornada internacional de acampadas em frente às sedes das Bolsas de Valores de diferentes lugares do mundo, obtendo como resposta a adesão de vinte cidades espalhadas pelo planeta.


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