No mês de setembro ocorreu em Caetité uma tentativa de grilagem de terras por parte da POLIMIX, empresa ligada ao setor da Energia Eólica.
O acontecido se deu no distrito de Caldeiras, região de grande interesse da POLIMIX devido o seu potencial energético. Os transtornos tiveram início quando o juiz da comarca de Caetité deliberou pela reintegração de posse de um terreno para os filhos do ex-dono, este havia vendido as terras acerca de vinte anos para algumas famílias que trabalham no campo. Quando obtiveram a posse das terras vendidas por seu pai, os filhos não perderam tempo e imediatamente a venderam para a POLIMIX, que por sua vez agiu com indiferença e frieza para com as famílias que ali residiam.
Trabalhadores e trabalhadoras que têm a posse da terra há mais de vinte anos viram suas cercas serem arrancadas e suas casas destruídas pela referida empresa, sem aviso prévio e não sendo apresentado o documento de reintegração. A empresa contou com o auxílio da Polícia para garantir a posse do terreno, utilizando de ameaças, além de exagerada força e constrangimento.
Os prejudicados fizeram mobilização e juntaram suas forças com a Comissão Pastoral da Terra e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caetité. O juiz viu o erro e revogou a reintegração de posse. A empresa terá que colocar novamente as cercas e reconstruir as duas casas que já havia derrubado. Coisa que não fez até o momento, por ainda estar dentro do prazo dado pela justiça para retirar sua cerca e iniciar a construção do que arrancou e derrubou.
Estaremos acompanhando o destino das famílias afetadas, assim como os próximos passos da POLIMIX.
PSOL Caetité.
Abaixo segue um vídeo produzido pela Comissão Pastoral da Terra sobre o acontecido.
