segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Grilagem de terras em Caetité ou Energia Limpa com práticas sujas!

No mês de setembro ocorreu em Caetité uma tentativa de grilagem de terras por parte da POLIMIX, empresa ligada ao setor da Energia Eólica.
O acontecido se deu no distrito de Caldeiras, região de grande interesse da POLIMIX devido o seu potencial energético. Os transtornos tiveram início quando o juiz da comarca de Caetité deliberou pela reintegração de posse de um terreno para os filhos do ex-dono, este havia vendido as terras acerca de vinte anos para algumas famílias que trabalham no campo. Quando obtiveram a posse das terras vendidas por seu pai, os filhos não perderam tempo e imediatamente a venderam para a POLIMIX, que por sua vez agiu com indiferença e frieza para com as famílias que ali residiam.
Trabalhadores e trabalhadoras que têm a posse da terra há mais de vinte anos viram suas cercas serem arrancadas e suas casas destruídas pela referida empresa, sem aviso prévio e não sendo apresentado o documento de reintegração. A empresa contou com o auxílio da Polícia para garantir a posse do terreno, utilizando de ameaças, além de exagerada força e constrangimento.
Os prejudicados fizeram mobilização e juntaram suas forças com a Comissão Pastoral da Terra e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caetité. O juiz viu o erro e revogou a reintegração de posse. A empresa terá que colocar novamente as cercas e reconstruir as duas casas que já havia derrubado. Coisa que não fez até o momento, por ainda estar dentro do prazo dado pela justiça para retirar sua cerca e iniciar a construção do que arrancou e derrubou.
Estaremos acompanhando o destino das famílias afetadas, assim como os próximos passos da POLIMIX.
PSOL Caetité.

Abaixo segue um vídeo produzido pela Comissão Pastoral da Terra sobre o acontecido.

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Comentários
1 Comentários

1 comentários:

São assuntos de grande importância que a população caetiteense fica sem o menor conhecimento.
As pessoas que se preocupam com as classes trabalhadora e menos favorecidas tem que unir forças e contestar as atitudes dessas empresas que atuam contra o povo.

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