quinta-feira, 30 de junho de 2011

Violência contra os povos indígenas: Tudo continua igual!

Constatação faz parte da publicação Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, que será lançado pelo Cimi, na próxima quinta-feira. Dados são referentes a 2010

 

Somente em 2010, 92 crianças morreram por falta de cuidados médicos ou condições adequadas de saúde da mãe na hora do parto. 60 indígenas foram assassinados, outros 152 ameaçados de morte. Mais de 42 mil sofreram pela falta de assistência à saúde e à educação, entre outras. Foram registrados 33 casos de invasões possessórias e exploração ilegal de recursos naturais disponíveis em terras indígenas.

 

Os dados apresentados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil –2010, comprovam que, entra governo, sai governo, a ocorrência de violências e violações de direitos contra os povos indígenas no Brasil continua igual. "Sim, tudo continua igual! Algumas ocorrências aumentam, outras diminuem ou permanecem iguais, mas o cenário é o mesmo e os fatores de violência mantém-se, reproduzindo os mesmos problemas", afirma a doutora em Antropologia pela PUC/SP, Lúcia Helena Rangel, coordenadora da pesquisa.

 

A publicação será lançada na próxima quinta-feira, 30 de junho, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às 15h, com a presença do secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, da coordenadora da pesquisa, Lúcia Helena Rangel, do presidente e vice-presidente do Cimi, dom Erwin Kräutler e Roberto Antônio Liebgott, respectivamente, do conselho da entidade, e do colaborador Egydio Schwade, que durante muitos anos atuou junto ao povo Waimiri-Atroari, no Amazonas.

 

Tudo continua igual!

 

As ocorrências de violências e violações de direitos contra os povos indígenas não cessam. Mais uma vez, e pelo terceiro ano consecutivo, o número de assassinatos registrado chega a 60. A maioria ocorreu no Mato Grosso do Sul, com 34 casos, o que representa 56% do total. No estado, onde vive a segunda maior população indígena do país, mais de 53 mil pessoas, os direitos constitucionais desses povos são mais que ignorados.

 

Já no ano passado, por ocasião do lançamento deste mesmo relatório, só que com dados de 2009, a doutora em Educação Iara Tatiana Bonin, caracterizou a situação no MS como racismo institucional. Lúcia Helena Rangel aponta como genocídio, pois além de emplacar o maior número de assassinatos, o estado também registra a maior percentagem de tentativas de assassinatos e demais violações de direitos, como ameaças várias e lesões corporais dolosas.

 

Os 92 casos de violência contra o patrimônio deixam claro que a situação conflituosa vivida pelos indígenas brasileiros está intimamente ligada ao modelo desenvolvimentista adotado pelo país e a falta de acesso a terra. "Mais uma vez é preciso afirmar que o pano de fundo das violências cometidas contra os povos indígenas, bem como a violação de seus direitos, é o desrespeito à demarcação de suas terras. Morosidade na regularização de terras, áreas super povoadas, populações confinadas são, entre outras, as principais fontes de conflitos, mortes e desesperança", afirma Lúcia.

 

Os índices de mortalidade infantil também são alarmantes. Somente em 2010, 92 crianças menores de cinco anos morreram vítimas de doenças facilmente tratáveis. Um aumento de 513% se comparado a 2009, quando foram registrados 15 casos, com 15 vítimas. Entre os casos, um triste destaque para a situação desoladora do povo Xavante de Mato Grosso, que perderam 60 crianças das 100 nascidas vivas. Todas vítimas de desnutrição, doenças respiratórias e doenças infecciosas.

 

Por tudo isso, vale afirmar que a situação de violência contra os indígenas no país continua igual. "Continuam pregados na cruz os indígenas: violentados e assassinadas, expulsos ou fraudados de suas terras ancestrais, reduzidos a párias da sociedade, enxotados como animais, tratados como vagabundos de beira de estrada, ou então confinados em verdadeiros currais humanos, sem mínimas condições de sobrevivência física e muito menos cultural!, afirma dom Erwin.

 

Metodologia e propósito

 

A metodologia de pesquisa empregada é a mesma utilizada nos anos anteriores: toma-se como fonte a imprensa escrita e virtual, rádios e veículos alternativos das mais diferentes cidades, bem como os registros sistemáticos efetuados pelas equipes do Cimi espalhadas pelos 11 regionais da entidade. Além disso, as informações provêm de relatórios policiais e do Ministério Público Federal. De acordo com Lúcia, os registros reproduzidos não esgotam todas as ocorrências acontecidas, mas indicam a tendência e as características dos ataques e ameaças que pesam sobre essa população.

 

Assim, para evitar que a realidade de violência contra estes povos se torne algo banal, o Cimi explicita tais agressões para a população, aos organismos de defesa de direitos humanos – nacionais e internacionais - legisladores, juízes, autoridades. E, como afirma dom Erwin Kräutler, com este relatório o Conselho Indigenista Missionário quer mais uma vez afirmar seu compromisso com os povos indígenas no Brasil, na defesa de sua dignidade e de seus direitos inalienáveis e sagrados.

 

 

Serviço:

Lançamento Relatório de Violência contra Povos Indígenas no Brasil – 2010

Quando: 30 de junho, às 15h

Onde: Sede da CNBB – Setor de Embaixadas Sul Qd. 801 Conjunto B – Brasília/DF

Informações: Cleymenne Cerqueira - 61. 2106-1667 ou 61. 9979-7059

Contato para imprensa internacional: Paul Wolters - 61. 2106-1666 ou 61. 9953-8959

 

 

 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Psol vai ao MP Eleitoral contra doações a Cabral e PMDB-RJ

Dayanne Sousa e Marcela Rocha

Chico Alencar (PSOL-RJ)
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) opina sobre as isenções fiscais concedidas pelo governo do Rio de Janeiro em 2010 para empresas que doaram juntas mais de R$ 7 milhões ao então candidato Sérgio Cabral e seu partido PMDB-RJ. O socialista adianta que pretende levar o caso para o Ministério Público Eleitoral:
- É evidente que o caso não se restringe ao Rio pela importância do Estado na Federação e pelo comprometimento da questão eleitoral e do financiamento eleitoral, esse é um caso para ser investigado pelo MPE e pela Justiça Eleitoral. Em comum acordo com a bancada do Rio, vamos buscar uma iniciativa também nesse sentido.
Nesta terça-feira (28), Terra Magazine publicou que entre as empresas que receberam isenção fiscal do governo fluminense em 2010, cinco doaram para a campanha do governador Cabral e oito colaboraram com o PMDB do Rio de Janeiro. Contribuições no valor de R$ 1,2 milhão para o candidato e R$ 6,013 milhões para a sigla no Estado.
- É indefensável. Não tem como justificar isso e envolve, portanto, a legitimidade da reeleição do Cabral. Isso reforça a necessidade de se superar, na reforma política, esse duto poderoso de corrupção que é o modelo de financiamento de campanha.
Em resposta à reportagem, o governo do Estado emitiu uma nota, na qual diz que "não há qualquer interferência do governador" na concessão de isenções e que elas seguem normas técnicas da Secretaria Estadual de Fazenda. O Palácio Guanabara afirma ainda que os benefícios "dizem respeito a incentivos setoriais" e não são voltados diretamente a uma empresa ou outra.
O deputado Chico Alencar retruca:
- Cabral se desresponsabilizar por atos de seu governo é uma confissão de incompetência total. Um governador que não governa também a área fazendária, a de recursos e a econômica, é melhor renunciar.

Governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ)
O governador tem sido questionado sobre a intimidade de suas relações com empresários depois de ter voado num jatinho de Eike Batista para ir à festa de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta. "A fundamental divisão entre o sentir público e privado está, especialmente no Rio de Janeiro, completamente comprometida", critica Alencar. 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pronunciamento do Deputado Chico Alencar sobre o "regime" de licitações para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016

21/06/2011 - 21:38

Chico Alencar apresenta “deputada FIFA” e “deputado COI”

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados e todo(a)s o(a)s que assistem a esta sessão ou nela trabalham:
Surgiu aqui uma poderosa líder de bancada multipartidária, a “deputada FIFA”.
Sua força é tanta que, junto com o “deputado COI”, ela conseguiu aprovar uma Copa flexível e uma Olimpíada heterodoxa.
Para esses megaeventos haverá o “Regime Diferenciado de Contratações Públicas”, facilitador das licitações.Veja o quadro comparativo sobre como é uma licitação hoje (Lei 8.666) e como devem ficar as licitações da Copa e Jogos Olímpicos (RDC), se o aprovado – contra o nosso voto – na Câmara, na MP 527, for confirmado no Senado: PROJETO
Lei 8.666: Exige projeto básico que detalha como será a obra em todas as fases, com licitação em cada etapa.
RDC: Governo pode licitar a obra sem projeto básico; contratado fica responsável pelos projetos, execução e entrega da obra.
CAPACIDADE
Lei 8666: Empresa tem primeiro de comprovar capacidade técnica para a obra; só depois apresenta a proposta financeira.
RDC: Governo julga os preços e só depois verifica se a empresa vencedora tem capacidade técnica para executar a obra.
INFORMAÇÃO
Lei 8.666: Valor estimado para a obra é publicado, para que empresas e órgãos de controle tenham acesso às planilhas a qualquer momento.
RDC: Valor estimado da obra pode ficar com carimbo de “sigiloso” e disponível “estritamente” aos órgãos de controle; não está claro a partir de quando e até quando.
VALORES
Lei 8.666: Valores a serem pagos à empresa são fixados antes da contratação, para que haja uma previsão exata dos gastos.
RDC: Remuneração pode ser variável, vinculada ao desempenho da contratada, o que torna o processo mais subjetivo e sujeito a desvios.
AUMENTO
Lei 8.666: Aumento no preço das obras são de no máximo 25% (50% para obras de reforma).
RDC: Valor do aumento fica ilimitado para que projetos se adequem a pedidos de organismos internacionais (FIFA e COI).
EXCLUSIVIDADE
Lei 8.666: É proibido restringir a licitação a uma marca específica.
RDC: Licitação pode indicar uma marca específica para aquisição de um produto.
CHAMADA
Lei 8.666: Em caso de desistência do vencedor, se o segundo colocado na licitação não aceitar realizar as obras no valor apresentado pelo primeiro, não poderá ser contratado.
RDC: o segundo colocado poderá ser contratado pelo valor apresentado por sua empresa na licitação.
Agradeço a atenção,
Sala das Sessões, 21 de junho 2011.
Chico Alencar
Deputado Federal, PSOL/RJ

Retirado do site do PSOL - Nacional (http://psol50.org.br)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Proibição de retrocesso (Código Florestal)

Por Júlio César Prado de Oliveira

Nossa ordem jurídica é fundada em uma Constituição, fruto de um Poder Constituinte originário, eminentemente político e (em tese) representativo da vontade popular, que em dado momento se uniu para dar voz aos anseios por anos reprimidos pela Ditadura Militar.

O Congresso Nacional é um poder constituído, livre para criar as leis que julga representar melhor seus eleitores, mas não pode subverter as linhas essenciais da Constituição, promulgadas pelo poder constituinte originário, salvo por meio de uma revolução política que exterminasse a atual ordem jurídica e soerguesse uma nova ordem, como ocorreu com as clássicas revoluções (francesa, cubana, soviética, etc.).

Dentre os direitos fundamentais previstos em nossa Constituição esta o de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo, essencial a sadia qualidade de vida, impondo ao Poder Publico e a coletividade o dever de protegê-lo para as presentes e futuras gerações (art. 225 da Constituição Federal).

Ora, é uníssona as vozes na comunidade cientifica no sentido que o atual modelo de produção capitalista, fundado no consumismo fútil, é insustentável, e que o aquecimento global e a perda da biodiversidade é uma realidade apocalíptica que se consubstancia a cada dia.

Nesse sentido as proteções ao meio ambiente existentes em nossas leis só poderiam avançar, tornar-se mais rígidas e exigentes, nunca regredir, sob pena de não cumprir a promessa de um meio ambiente equilibrado para as futuras gerações e incidir em frontal inconstitucionalidade.

Sabemos que o agronegócio, as grandes empresas produtoras de transgênicos e a indústria alimentar inundam campanhas eleitorais com rios de dinheiro e compram consciências políticas. Uma das mais fortes bancadas no Congresso é a ruralista (senão a mais forte). Isso produz um déficit de legitimidade democrática, pois os eleitos deixam de representar seus reais eleitores para servir aos seus financiadores.

Temos tolerado este déficit democrático como uma conseqüência do atual modelo de Estado. Porém, é inadmissível, por mais almas que se tenha a venda no mercado parlamentar, que Deputados e Senadores passem de representantes do povo (se é que na pratica realmente o são) para advogados do Diabo, propondo a restrição ou supressão de garantias e direitos fundamentais.

O Código Florestal proposto cria uma serie de brechas para ampliar o desmatamento, legitimar o já produzido e reduzir Áreas de Preservação Permanente. Bradam que a proposta vem para proteger o pequeno produtor e proporcionar o alargamento da produção alimentar. Resta indagar onde estas justificativas se amoldam em um País produtor de commodities em latifúndios, que se recusa a uma séria e comprometida reforma agrária e promove um discurso de deslegitimação e criminalização de movimentos sociais como o MST.

Se aprovado o Código Florestal esperamos que o STF tenha bom senso, e declare a inconstitucionalidade face a proibição do retrocesso na tutela ambiental.

É hora de refletirmos um pouco mais sobre o que nos legou Henry Thoreau em Walden: "As if you could kill time without injuring eternity" (tradução livre: "Como se fosse possível matar o tempo sem ferir a eternidade”).

* Júlio César Prado de Oliveira é advogado pós-graduado em Ciências Criminais e Direito Ambiental e Urbanístico

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por melhorias, estudantes ocupam Reitoria da UESB

Por Arthur Garcia

Os estudantes ocuparam a reitoria na manhã desta terça (14). Foto: Zé Silva

Insatisfeitos com o rumo da greve dos professores, os estudantes da Uesb decidiram ocupar a Reitoria da Universidade na manhã de hoje (14), após a última assembléia universitária que aconteceu em Itapetinga. Segundo os estudantes, a greve docente começou a retroceder e a pauta foi rebaixada somente para a parte salarial.

O estudante de geografia, Adriano Cardim diz que a reitoria foi ocupada para que as questões da pauta interna fossem discutidas. “É a permanência estudantil, que abrange a residência e os preços altos cobrados pelo restaurante universitário. Nós também reivindicamos a xerox por seis centavos, já que a que nós temos é mais cara que a do centro e queremos 1% do orçamento da universidade para que a gente possa permanecer na Uesb”, explica.
Para Adriano, os professores declinaram com a proposta inicial de greve, que era a pauta unificada. “Primeiramente o movimento docente acompanhou o movimento discente, só que eles acabaram abandonando as nossas prioridades”, afirma.

Cartazes com reivindicações foram espalhados pela instituição. Foto: Zé Silva

Os estudantes dos três campi da Uesb (Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga) se reuniram durante a tarde para iniciar uma discussão sobre a permanência estudantil na universidade, acessibilidade e a conclusão das obras.
A intenção dos discentes é permanecer na reitoria até quinta-feira, dia que o vice-reitor José Luiz Rech volta de viagem, para que um documento possa ser assinado com prazos para o cumprimento das reivindicações.

Fonte: www.vitoriadaconquista.com.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A educação que queremos (Parte 1)

Pensamos e queremos uma sociedade mais justa, igualitária e humana. A educação é parte fundamental nesse processo de mudança. É necessário, então, expressarmos nossa proposta sobre um assunto tão valoroso.
Quais os parâmetros que devem nortear a escola para que ela atenda as demandas e os anseios do povo? Essa pergunta merece uma resposta extensa e esclarecedora, que será desenvolvida no decorrer das nossas discussões. Neste primeiro momento falaremos sucintamente da educação como forma de emancipação humana, ponto crucial para se entender qual a nossa posição acerca do tema.
A escola não pode ser de cunho apenas tecnicista, voltada para a formação de mão de obra, de acordo com as exigências do mercado de trabalho. A educação que propomos deve valorizar a formação social e humana do indivíduo. Nela, o ensino primaria pela formação do cidadão emancipado, com capacidade e responsabilidade para exercer sua liberdade, sendo conhecedor de seus direitos e deveres. Outro ponto fundamental é desenvolver conteúdos que mostrem a força e a importância da união, como: cooperação, coletividade, comunidade, consciência, bem-comum, entre outros.
Nessa concepção de educação, o professor teria o papel de desafiar os educandos a enxergarem o mundo através das suas realidades, das suas vivências e perceberem a possibilidade de mudanças, em busca de uma sociedade melhor.

PSOL Caetité

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Segredos dos Lucros dos Bancos

 Diferença entre Poupar R$100 e Dever R$100.
SAIBA A DIFERENÇA ENTRE POUPAR 100 REAIS E  DEVER 100 REAIS PELO MESMO TEMPO NO BRASIL. 


Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do Real), teria hoje na conta a FANTÁSTICA QUANTIA de R$ 374,00(Trezentos e Setenta e Quatro Reais).

Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco. 

Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas
1 pneu. 
Não é à toa que o Bradesco teve quase R$ 
2.000.000.000 
(Dois Bilhões de Reais) de lucro liquido somente no 1º semestre, seguido de perto do Itaú e etc... 

Dá para comprar um outro banco por semestre! 

E os juros exorbitantes dos cartões de crédito? 

VISA cobra 10,40 % ao mês 
CREDICARD cobra 11,40 % ao Mês. 
Em contrapartida a POUPANÇA oferece 0,62 % ao mês.
Campanha pela Reforma Tributária e Financeira no Brasil, já!