domingo, 19 de agosto de 2012

PSOL – Caetité e o processo eleitoral 2012


Há pouco mais de um ano deu-se início a construção do Partido Socialismo e Liberdade em Caetité. Para além de outras circunstâncias optamos por construir uma militância política no referido partido pela sua atuação no cenário nacional, sua luta pela igualdade e principalmente por sua preocupação em fazer uma nova maneira de pensar e agir politicamente: Um novo partido contra a velha política.

Esse ideal de uma nova forma de fazer política contrapõe com o que é observado em Caetité historicamente: onde poucas famílias se revezando no poder local, duas famílias apenas em destaque nos últimos anos. Verdadeiras oligarquias e seus discípulos se revezam na administração da cidade, tanto no executivo quanto no legislativo. O ideal do PSOL também choca com as práticas eleitoreiras comuns por aqui: campanhas financiadas por empresários, grandes gastos em material de divulgação, benfeitorias entregues na última hora, e a construção de uma ideologia como time de futebol, em que não se vê o debate sobre um projeto de cidade e sim uma disputa pelo poder em confrontos de quem é o mais forte e quem tem mais torcedores (eleitores).

No processo eleitoral desse ano de 2012, o PSOL não apresenta candidatura para prefeito. Também não apoiamos nenhum dos dois candidatos a prefeito. Na nossa visão eles não apresentam propostas que transformem e mude para melhor a vida do povo caetiteense. Estamos formulando um programa de atuação que possa de fato dialogar com vários setores da sociedade, em especial a juventude, as classes trabalhadora e menos favorecidas e as associações, para construir um projeto popular de cidade. Para tanto, lançamos uma candidatura para vereador, o companheiro Doriedson, ou Dorão para os amigos, para tentar fazer esse diálogo com a sociedade, mostrando uma nova forma de fazer política e que uma nova Caetité, voltada para o povo, é possível.

Dori Brito explica alguns dos porquês de sua candidatura: “Durante esses dias, logo depois que lançamos minha candidatura para vereador, fui abordado por muitas pessoas querendo entender porque entrei na política, já que por muitos é considerada uma prática "suja". De muitas formas todos somos políticos. Eu respondi que entrei para não deixar que essa juventude cantada em versos e prosas nos palanques, só [possa] ser lembrada de 4 em 4 anos, entrei para não deixar que os pais dessa juventude percam seus filhos para os males do mundo, entrei para não deixar que essa juventude tenha como única opção de diversão o Facebook. Entrei para defender você muitas vezes excluído por esses políticos de sempre. Temos sim que criar projetos para esses jovens, e eu já tenho os meus. Pode acreditar, quem me conhece sabe que sou capaz.”

Pra pensar uma nova forma de política, pelo diálogo com a sociedade, por um projeto para Caetité, pela participação da juventude, por novos paradigmas: Dori Brito 50000.



Direção e militantes do PSOL – Caetité.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Porque lutar vale a pena! Reflexão sobre a greve dos professores estaduais e o seu término


''Quando quiser algo, LUTE! Pois antes a tristeza de não ter vencido

do que a VERGONHA de não ter lutado.''

Hoje finalizou-se a greve dos professores do estado da Bahia, a maior do Brasil (115 dias). Mostramos juntos a nossa capacidade de resistir a muitas humilhações e privações que se estenderam a nossos filhos e familiares. Uma luta digna, justa e por uma causa que envolve toda a sociedade, que infelizmente, por falta de consciência da importância da educação para os seus próprios filhos não participou da nossa luta.

Mas, ao contrário do que dizem alguns, não saio dessa luta derrotada, pelo contrario, saio dela com a certeza de que fui até onde pude para defender o meus direitos e dos meus colegas de classe, de que unidos podemos enfrentar qualquer arbitrariedade das forças políticas desse país e de que a profissão que escolhi merece lutar sempre por respeito e pelo direito de ser valorizado e bem remunerado.

Mas saio também com a certeza de que a política da Bahia continua autoritária, corrupta e sem o menor interesse em melhorar as condições de trabalho e sobrevivência do seu povo, de que o governo agiu da forma mais imunda que um governo pode agir, nos humilhando, nos coagindo com policiais e com a vergonha de não podermos sustentar as nossas famílias durante 115 dias de greve e os que ainda virão sem salário, a certeza também de que mesmo no século XXI ainda é possível comprar da forma mais esdrúxula a justiça desse país, que deveria se envergonhar de ser omissa em uma situação tão grave como essa, e a certeza de cada vez mais tenho que valorizar o meu voto, pois ele é a minha única arma, e mesmo que eu me desapontar com a minha escolha quero ter a dignidade de dizer que foi uma escolha limpa e consciente.

Assim, fica aqui o meu protesto contra as políticas públicas, que pela força da lei deveriam ser cumpridas por todos, mas que por essa mesma lei, oprime e massacra a todos nós que pagamos quem as crias para que eles mesmos nos roubem.

GYSELE LIMA DE TOLEDO, professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia.

domingo, 5 de agosto de 2012

NOTA DO PSOL SOBRE O JULGAMENTO DO MENSALÃO



Farinha do mesmo saco

A imprensa brasileira tem dado grande destaque ao julgamento da ação nº 470 no Supremo Tribunal Federal, ação que julgará os envolvidos com o esquema conhecido como “mensalão” e que consistia no desvio de recursos públicos para o pagamento de campanhas eleitorais e parlamentares em troca de apoio no Congresso Nacional ao governo Lula.

Ao contrário do que tem sido afirmado pelos partidos que compõe a base do governo Dilma, o mensalão não é apenas uma ficção da imprensa com o objetivo de desestabilizar o governo liderado pelo PT. Segundo as investigações realizadas pelos órgãos de fiscalização e controle, como a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal, há indícios claros de que contratos públicos, por exemplo, com agências de publicidade como a do publicitário Marcos Valério, foram utilizados para desviar recursos públicos para o pagamento de campanhas eleitorais e compra de aliados no Congresso Nacional. Aliás, cabe lembrar que a dinâmica de compra de votos e apoio político através do desvio de recursos públicos já havia sido inaugurado pelo PSDB em Minas Gerais, quando do governo do agora Deputado Federal e ex-Governador Eduardo Azeredo, com a colaboração do mesmo Marcos Valério, que não é um novato em operações deste tipo, e copiado pelo governo de José Roberto Arruda, no caso conhecido como “mensalão do DEM”.

Assim, como vemos, o mensalão não só existiu como revelou a dinâmica da utilização de recursos públicos para a compra de aliados. As sucessivas reeleições de Roberto Jefferson e Waldemar Costa Neto como presidentes respectivamente do PTB e do PR e como chefes da distribuição das “mensalidades” às listas de parlamentares dos referidos partidos, mesmo sendo réus do mensalão, são um elemento a mais que comprovam a existência do esquema. 

O mensalão, porém, não é o primeiro escândalo de corrupção vivido em nosso país. A privatização de empresas como a Vale e das companhias de telecomunicação, bem como a compra de votos para assegurar a reeleição do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, demonstram que a corrupção tinha profundas raízes nos governos tucanos. Antes deles, a cassação do ex-Presidente Collor de Mello e as denúncias contra os governos militares e o governo Sarney, já haviam demonstrado que a corrupção é um componente endêmico da política brasileira. E a atual “CPMI do Cachoeira” mostra claramente que esquemas semelhantes continuam em vigor, ou seja, empresas continuam participando direta ou indiretamente no pagamento de propina e no financiamento das campanhas dos grandes partidos em nosso país. 

Portanto, o julgamento do mensalão revela, principalmente, as opções do Governo Lula e do PT em favor de uma “governabilidade” baseada em relações fisiológicas e de dependência financeira com as quais os novos inquilinos do palácio do Planalto não quiseram romper. O mensalão é a prova máxima de que o PT e seu governo abriram mão de um programa de mudanças profundas, preferindo a aliança com os partidos da ordem que chancelaram seu apoio em troca e cargos, liberação de emendas parlamentares e, neste caso, pagamento de campanhas e compra de votos. Ou seja, vícios políticos que descambaram para a corrupção aberta visando a perpetuação no poder. 

Como resultado da opção política por uma governabilidade baseada em relações políticas e alianças espúrias, o PT e seu governo promoveram um profundo rebaixamento programático. Transformado em aliado do capital financeiro e do agronegócio, o PT não teve pudores em usar dos métodos historicamente rechaçados pelo próprio partido para assegurar apoio a suas medidas. Este processo simbolizou um retrocesso nos valores democráticos e republicanos, reforçando um sentimento de negação da política e da ação dos partidos. 

Por isso, o PSOL expressa seu repúdio à corrupção e exige a punição de todos que, comprovadamente, tenham utilizado recursos públicos para corromper ou que foram corrompidos, cedendo seu apoio ao governo em troca de dinheiro. Ao mesmo tempo, rechaçamos o circo midiático que busca realizar um julgamento meramente moral do caso do mensalão: ele é, antes de tudo, um problema político, que revela as opções equivocadas do PT em favor deste tipo de governabilidade, opções essas que negamos, reafirmando nosso compromisso com as mudanças realizadas com o apoio das forças populares, sem interferência do poder econômico tanto nos processos eleitorais – onde ele atua para torná-los assimétricos e desiguais – quanto na forma governar, estimulando a corrupção e desmoralizando a política como atividade nobre, negando a mobilização popular como exercício da cidadania e da participação direta. 

Por fim, afirmamos que para responder a esta situação e evitar que escândalos como esse se repitam, é preciso aprovar uma reforma política que impeça o financiamento privado das campanhas com punição drástica aos doadores e receptores, bem como julgar, de forma independente e baseada nos autos do processo, os envolvidos no mensalão, assegurando assim que a justiça seja feita. 

Ivan Valente 
Presidente Nacional do PSOL 
Deputado Federal PSOL/SP

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Fim da greve dos professores estaduais da Bahia, categoria mantém estado de greve e mobilizações.


GREVE FOI SUSPENSA. CATEGORIA MANTÉM ESTADO DE GREVE ATÉ QUE REIVINDICAÇÕES SEJAM ATENDIDAS


Após 115 dias de um movimento histórico, a categoria suspendeu a greve iniciada em 11 de abril, durante a assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, 3 de agosto, no Colégio Central, na Avenida Joana Angélica.

A suspensão da greve não acaba com o movimento. A categoria mantém o estado de greve até que suas reivindicações sejam completamente atendidas. Veja abaixo os documentos entregues recentemente ao Ministério Público Federal e ao governo estadual.

Após a assembleia professores e outros trabalhadores em educação saíram em passeata até a Praça Castro Alves.

Ficou definida uma reunião do comando de greve na próxima segunda-feira, 6 de agosto, às 18 horas, no auditório da APLB-Sindicato.

Nessa reunião do comando de greve serão definidos os dias de reuniões das zonais.