quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Capital no alvo: indignados espanhóis protestam em frente a bolsas de valores

Por Fabíola Munhoz

Barcelona (Espanha) - Depois do Senado espanhol ter aprovado definitivamente a reforma constitucional que limita o déficit público do país a 0,40% do PIB, no início de setembro, os integrantes do movimento 15-M adaptaram suas estratégias de luta, deixando de organizar manifestações frente ao Congresso Nacional para realizar ações diante dos prédios que abrigam o poder financeiro do país.
Isso porque os recortes em direitos sociais que vêm sendo postos em prática por governos de países europeus periféricos, como Espanha, Grécia, Portugal e Itália, são condições impostas por Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional para que tais economias sejam resgatadas. A situação deixa claro que, atualmente, são as instituições financeiras e as agências de avaliação de risco para créditos os verdadeiros administradores da política socioeconômica mundial. Já os governos, sejam eles de esquerda ou direita, têm atuado como meros fantoches na representação de interesses privados.
Por serem conscientes dessa realidade e acreditaram que a organização de tal estrutura teve início com a hegemonia econômica e militar norte-americana em todo o mundo, manifestantes ianques acamparam em Wall Street no último dia 17 para manifestar seu  descontentamento com a ditadura dos mercados financeiros e o poder do capital sobre os governos de cada país. 
Para apoiar tal iniciativa, na mesma data, os indignados espanhóis convocaram uma jornada internacional de acampadas em frente às sedes das Bolsas de Valores de diferentes lugares do mundo, obtendo como resposta a adesão de vinte cidades espalhadas pelo planeta.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Projeto multiplica supersalários no Judiciário

Dilma Rousseff e Cézar Peluso
O projeto de lei que aumenta em 56% o vencimento básico dos 120 mil servidores do Judiciário do Brasil vai aumentar a quantidade de funcionários da Justiça que ganham supersalários. Segundo levantamentos da Comissão Pró-Subsídio (CPS), em um grupo de apenas oito tribunais haverá um salto de 512 para 4.814 funcionários recebendo mais que o teto constitucional, hoje de R$ 27.723,13. Ou seja, um incremento de nove vezes. A aprovação do projeto de lei 6613/09, com impacto de R$ 7,3 bilhões no orçamento, está em impasse por conta da queda de braço entre o governo de Dilma Rousseff, interessado em cortar gastos, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cézar Peluso, que pressiona a favor da matéria. O presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, onde a matéria tramita, tenta um encontro esta semana com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para fechar um acordo entre as partes. Mas o deputado Cláudio Puty (PT-PA) admite que o incremento na quantidade de supersalários contida no projeto é um dos problemas na negociação.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Paulo Freire 90 anos

Paulo_Freire.jpgHá exatamente 90 anos nascia em Recife (PE) o homem que iria se tornar um dos pensadores mais importantes da história da pedagogia em todo o mundo: Paulo Freire (1921-1997). Ele disse que gostaria de ser lembrado como "alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida". Foi reconhecido internacionalmente pela autoria de uma pedagogia crítica, dialógica e transformadora que assume compromisso com a libertação dos oprimidos.

Embora seja mais conhecido pela criação de um método de alfabetização de adultos, Paulo Freire construiu uma teoria do conhecimento que continua inspirando pesquisadores dedicados aos estudos de filosofia, comunicação, arte, física, matemática, biologia, geografia, história, literatura, economia, medicina, entre outros campos de atuação. Segundo a diretora de Gestão do Conhecimento do Instituto Paulo Freire, Angela Antunes, o reconhecimento dele, fora do campo da pedagogia, demonstra que o seu pensamento também é transdisciplinar e transversal. "A pedagogia é essencialmente uma ciência transversal. Desde seus primeiros escritos, Paulo Freire considerou a escola muito mais do que as quatro paredes da sala de aula. Ele criou o círculo de cultura como expressão dessa nova pedagogia que não se reduzia à noção simplista de aula", observa.

O presidente do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, enfatiza que não se pode entender o pensamento de Paulo Freire descolado de um projeto social e político. "A força da obra de Paulo Freire também reside na ideia de que é possível, urgente e necessário mudar a ordem das coisas". Segundo Gadotti, as teorias e práticas de Paulo Freire também encantavam pessoas de várias partes do mundo porque "despertavam a capacidade de sonhar com uma realidade 'mais humana, menos feia e mais justa', como o próprio Paulo costumava dizer".

Ditadura militar - Considerado subversivo, Paulo Freire foi preso em 1964 e passou 75 dias em uma cadeia do quartel de Olinda (PE). Ao saber que ele era professor, um dos oficiais responsáveis pelo quartel, solicitou que alfabetizasse alguns recrutas. "Paulo explicou que havia sido preso justamente porque queria alfabetizar!", lembra Gadotti. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, Paulo retornou ao Brasil para "reaprender" seu país, como afirmou na época. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo. 

Paulo Freire é autor de muitas obras: Pedagogia do oprimido (1968), Extensão ou comunicação? (1971), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992), À sombra desta mangueira (1995), entre outras. Dentre as homenagens recebidas, Paulo foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa em 39 universidades no Brasil e no mundo. Dezenas de instituições o elegeram como "Presidente de Honra" e uma escultura de pedra com a sua imagem foi esculpida em 1972, em Estocolmo, onde ele é representado na companhia de Mao Tsé Tung, Pablo Neruda, Ângela Davis, Sara Lidman e outras pessoas que lutaram contra a opressão. Ao receber prêmios, medalhas e títulos, ele costumava dizer que essas homenagens o desafiavam a continuar trabalhando. 

Em 1996, lançou seu último livro, intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". No ano seguinte, em 2 de maio de 1997, Paulo Freire morreu de um infarto agudo do miocárdio. A anisitia aconteceu 12 anos depois, em 2009, e comoveu as 3 mil pessoas que estavam presentes na cerimônia, realizada em Brasília.

No contexto dos 90 anos do educador Paulo Freire, celebrado dia 19 de setembro de 2011, estão sendo realizadas homenagens e comemorações em todo o mundo. As ações mostram que Paulo Freire continua vivo por meio do trabalho de mulheres e homens que reinventam o seu legado e "amam o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida".



Texto de Angélica Ramacciotti
Fonte: http://www.paulofreire.org/Noticias/NoticiapauloFreire90Anos

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mulheres em luta pelo direito à comunicação


Carta aberta por um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil
Corpo da mulher não é mercadoria!
As organizações do movimento feminista há tempos discutem a necessidade de mudanças no sistema midiático em nosso país de forma a garantir a liberdade de expressão e o direito à comunicação de todos e todas, e não apenas daqueles que detêm o poder político ou econômico e a propriedade dos meios de comunicação em massa.
Historicamente, combatemos a mercantilização de nossos corpos e a invisibilidade seletiva de nossa diversidade e pluralidade e também de nossas lutas. Denunciamos a explícita coisificação da mulher na publicidade e seu impacto sobre as novas gerações, alertando para o poder que esse tipo de propaganda estereotipada e discriminatória exerce sobre a construção do imaginário de garotas e garotos.
Defendemos uma imagem da mulher na mídia que, em vez de reproduzir e legitimar estereótipos e de exaltar os valores da sociedade de consumo, combata o preconceito e as desigualdades de gênero e raça tão presentes na sociedade.
No momento em que o governo federal, o Parlamento e a sociedade brasileira discutem a elaboração de um novo marco regulatório para as comunicações em nosso país, nós, mulheres, trazemos a público nossas reivindicações, somando nossos esforços ao de todos os movimentos que acreditam na urgência de uma mídia efetivamente plural e democrática para a consolidação da democracia brasileira.
Afirmamos a importância da adoção de medidas de regulação democrática pelo Estado sobre a estrutura do sistema de comunicações, a propriedade dos meios e os conteúdos veiculados, de forma que estes observem estritamente os princípios constitucionais do respeito aos direitos humanos e à diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual. Já passou da hora de o Brasil respeitar os acordos e tratados internacionais que ratificou sobre este tema e de colocar em pleno vigor sua própria Constituição Federal, cujo capítulo da Comunicação Social é, até hoje, vergonhosamente, o menos regulamentado.
Neste sentido, reivindicamos a criação do Conselho Nacional de Comunicação, uma das resoluções centrais da I Conferência de Comunicação, até hoje não tirada do papel. Defendemos ainda a instituição de mecanismos de controle de propriedade, com o estabelecimento de limites à propriedade cruzada dos meios; o fortalecimento do sistema público e das mídias comunitárias; transparência e procedimentos democráticos no processo de concessão das outorgas de rádio e televisão, com o fim das concessões para políticos; o estímulo à produção regional e independente, garantindo espaço para a expressão da diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual; mecanismos de proteção à infância e adolescência, como o fim da publicidade dirigida à criança; e procedimentos de responsabilização das concessionárias de radiodifusão pela violação de direitos humanos na mídia, entre outros.
Num cenário de digitalização e convergência tecnológica, entendemos que o marco regulatório deve responder às demandas colocadas em pauta e promover uma reorganização do conjunto dos serviços de comunicações. Trata-se de um processo que não pode ser conduzido de forma apartada das diversas definições que já vem sendo tomadas pelo governo federal neste campo, como os recentes acordos anunciados com as empresas de telefonia em torno do Plano Nacional de Banda Larga.
As organizações do movimento feminista se somam à Campanha Banda Larga é um Direito Seu! e repudiam não apenas o recuo do governo em fortalecer a Telebrás e dar à empresa pública o papel de gestora do PNBL como a total entrega ao mercado da tarefa de ofertar à população aquilo que deveria ser tratado como um direito: o acesso a uma internet de qualidade, para todos e todas. Para as mulheres, a banda larga é uma ferramenta essencial de inclusão social, acesso à saúde e educação, geração de emprego e renda, acesso à informação e exercício da liberdade de expressão. Um serviço que deveria, portanto, ser prestado sob regime público.
Por isso, e porque queremos um novo marco regulatório para as comunicações, nós iremos às ruas. Trabalharemos em 2011 para sensibilizar, formar e mobilizar mulheres em todo o país. Defenderemos esta pauta na III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres; no processo da Reforma Política; nas marchas que faremos a Brasília; junto à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular; em nosso diálogo com o governo federal e com a Presidenta Dilma.
Esta é uma luta estratégica para as mulheres e fundamental para a democracia brasileira. Dela não ficaremos fora.
Brasil, julho de 2011.
Nota: Este documento é fruto da Reunião Estratégica sobre Banda Larga e Marco Regulatório das Comunicações realizada pelo Instituto Patrícia Galvão, Geledés – Instituto da Mulher Negra e Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, com o apoio da Fundação Ford,  nos dias 3 a 5 de junho de 2011, em São Paulo, que teve como objetivo a construção de uma agenda feminista de atuação de curto e médio prazo para a incidência no debate público e também na 3a Conferência Nacional das Mulheres em torno desses dois temas: banda larga e marco regulatório das comunicações. A reunião contou com a participação de ativistas e especialistas de várias regiões do país, de diversas organizações feministas e do movimento pelo direito à comunicação. Veja mais detalhes no site: www.patriciagalvao.org.br / e-mail:agencia@patriciagalvao.org.br
ASSINAM: Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Escola de Comunicação da UFRJ, CFP – Conselho Federal de Psicologia, FNDC - Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação, Rede de Mulheres da AMARC-BRASIL, Associação Cultural Ilê Mulher – Porto Alegre/RS, Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, SOS CORPO – Instituto Feminista para a Democracia, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Instituto Flores de Dan, Articulação Mulher & Mídia Bahia, LBL – Liga Brasileira de Lésbicas, Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras, Coletivo Soylocoporti, Conajira – Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial, Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da Universidade de Brasília (UnB), Comunicação e Cultura – Fortaleza/CE, Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial, TV Comunitária de Brasília, ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários, Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova, Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais, Rede Nacional da Promoção e Saúde das Lésbicas Negras – Rede Sapatà, Associação Multiplicadoras de Cidadania Flôr de Lótus de Nova Friburgo/AMB, Acmun – Associação Cultural de Mulheres Negras, Associação de Mulheres da Zona Leste (SP), Programa de Pós-Graduação da Eco-UFRJ – Grupo de Pesquisa em Política e Economia da Informação e da Comunicação (PEIC), Comunicação Mulher – Comulher, Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras - RS, Umar – União de Mulheres Alternativa e Resposta/ Observatório das Representações de Género dos Media, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Associação Fala Negão/Fala Mulher, Instituto AMMA Psique e Negritude, Teatral Grupo de Risco – Mato Grosso do Sul, Instituto Búzios,Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas, Mandato da Deputada Estadual Neusa Cadore – PT – Bahia, União Brasileira de Mulheres – UBM, Rede de Mulheres em Comunicação, Observatório da Mulher, Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC-CE), Comitê pela Democratização do Ceará, Articulação de Mulheres Brasileiras, Coletivo Leila Diniz (RN), Associação Mulheres na Comunicação – Goiânia, Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul, Movimento D’Ellas, Articulação Brasileira de Lésbicas, Ciranda Internacional da Comunicação, Articulação Mulher e Mídia de SP, Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco – Bahia, Movimento Negro Unificado-PE, Sociedade das Jovens Negras Feministas, Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba, Instituto Raízes da Terra – ES, Cipó – Comunicação Interativa da Bahia, Bem Mulher – Direitos e Diversidades, ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, Article 19 – Oficina para Sudamerica, Assesoar – Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural – Francisco Beltrão/PR, Instituto Telecom RJ, IMEL – Instituto Imersão Latina, Via TV Mulher, Grupo Cactos (Paulista/PE), Anas do Brasil – Educação Popular Ampliada – Gênero na Reforma Urbana e Direitos Humanos, Movimento Permanente de Mulheres de Políticas Públicas da Baixada Fluminense e Território Nacional, Imena – Instituto de Mulheres Negras do Amapá, Rede de Mulheres em Articulação na Paraíba, Católicas pelo Direito de Decidir, Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras – Porto Alegre/RS, Casa Laudelina de Campos Mello – Organização da Mulher Negra. Campinas/SP, Criola Organização de Mulheres Negras- Rio de Janeiro/RJ, Fórum Nacional de Mulheres Negras, Rede Mulheres Negras – PR, Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará-CEDENPA, Projeto Promotoras Legais Populares de Taubaté-SP, Elas por Elas – Vozes e Ações das Mulheres-S.Paulo, Pastoral Afrobrasileira do Litoral Norte de Ubatuba-SP, CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras, CCLF – Centro de Cultura Luiz Freire (PE), Grupo Curumim (PE), Centro de Comunicação e Cultura Popular Olho da Rua, Coletivo de Mulheres Aqualtune – ES, Fórum de Mulheres do Espírito Santo, Confederação das Mulheres do Brasil, Prevenção Madalena’s / Suiça – Brasil, Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais- BPW Brasil – MT, Federação Democrática Internacional de Mulheres, Colmeias – Coletivo de Mulheres, Educação, Intervenção e Ação Social – Campina Grande (PB), Articulação de Mulheres do Amapá – AMA, Coletivo de Mulheres da CUT – Amapá, União Alternativa Cultural – UNIAC, Observatório Negro – Recife/PE, Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas de São Miguel Oeste SC- MMTU, ARCCA – Associação para Inclusão à Comunicação, Cultura e Arte, Fopecom – Fórum Pernambucano de Comunicação, Observatório Negro, Grupo de Mulheres Negras Malunga (Goiânia/GO), FRENAVATEC – Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público, Fórum de Mulheres de Pernambuco, Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás, Conselho Regional de Serviço Social – CRESS 4ª Região, ALCC- Associação de Apoio ao Imigrante em Portugal, MAMA – Movimento das Mulheres do Amazonas, GT Mulheres do Fórum da Amazônia Oriental, Fórum de Mulheres de São Leopoldo, Uiala Mukaji Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco, Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco, Marcha Mundial das Mulheres, ABCIBER – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura, CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria, REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Chico Alencar denuncia corrupção institucionalizada


[...] "Construir a independência real da Nação é lutar contra todas as formas de escravidão, inclusive a da política de clientela, do toma lá dá cá, do dinheiro grosso, da corrupção.” Leia pronunciamento de Chico (abaixo), em que ele lista seis causas da absolvição de Jaqueline Roriz. Ouça entrevista à CBN, e assista matériado CQC sobre os bastidores da votação. O apresentador, Marcelo Tas, termina clamando por um movimento pelo fim do voto secreto. O PSOL relançou a campanha “Quero saber como meu representante vota”, iniciada em 2006.
Bastidores do absurdo
O aniversário do “Grito do Ipiranga”, o chamado à “Independência ou Morte” do Sete de Setembro, nos faz refletir sobre mazelas da nossa ainda frágil República, cheia de sinais de morte e dependências.
Na votação que absolveu Jaqueline Roriz há uma semana, institucionalizando a corrupção, tem como responsáveis:
- o pano sujo do voto secreto
- o corporativismo da deplorável autoproteção
- o medo de muitos em relação ao seu próprio passado
- o silêncio cúmplice dos 17 partidos que não manifestaram sua posição
- a covardia dos deputados desses partidos que, mesmo tendo o microfone aberto, não falaram na sessão
- as 347 “Excelências” que votaram ‘NÃO’ / se abstiveram / faltaram à sessão.
A população tem que reagir, defendendo o voto aberto no Parlamento (petição públicahttp://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2011N13774), e a CPMI da Corrupção (http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13136). Construir a independência real da Nação é lutar contra todas as formas de escravidão, inclusive a da política de clientela, do toma lá dá cá, do dinheiro grosso, da corrupção!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dirigente de movimento de trabalhadores sem-terra é assassinado na Bahia


Monte Santo-BA, 07 de setembro de 2011
NOTA DE FALECIMENTO
“Mataram mais um irmão, mas ele ressuscitará e o povo não esquecerá! “
Na noite do dia 06 de setembro de 2011, por volta das 21:00 h, no Povoado de Mandassaia, no município de Monte Santo/BA, foi assassinado à tiro o companheiro LEONARDO DE JESUS LEITE, 37 anos, liderança regional do Movimento de Trabalhadores Acampados e Assentados (CETA), casado e pai de dois filhos.
O LÉO fazia parte de um grupo de trabalhadores rurais sem-terra que, há mais de 10 anos, luta bravamente pelo DIREITO À TERRA, TRABALHO e JUSTIÇA na região e especialmente pela desapropriação para fins de REFORMA AGRÁRIA da FAZENDA JIBÓIA, no município de Euclides da Cunha, de propriedade do Sr. José Renato, ex-prefeito deste mesmo município.
Nos últimos quinze dias, o LÉO vinha sendo covardemente ameaçado por pistoleiros que atuam na região de Monte Santo a mando de um GRUPO DE FAZENDEIROS.
Ironicamente, às vésperas do feriado de 07 de setembro, quando a nação brasileira pára pra celebrar a independência e a cidadania, um filho seu que nunca fugiu à luta e enfrentou a injustiça e a opressão do latifúndio, foi brutalmente assassinado. Arrastando-o do interior de sua casa, na presença de sua esposa e filhos, o executaram no terreiro com um tiro na cabeça. Será este o preço da cidadania e independência? A própria morte?!
Foi mais uma morte anunciada! Os latifundiários fizeram mais uma vítima e não foi por falta de aviso. Nos últimos 03 anos foram assassinados 05 (cinco) trabalhadores rurais em Monte Santo em razão da luta pela terra. Há muitos anos, um grupo de fazendeiros age em quadrilha neste município, perseguindo e matando todo cidadão que ousar se insurgir contra o latifúndio e contra seus desmandos de corrupção e roubalheira.
As autoridades públicas (Poder Judiciário, Polícia Civil, Ministério Público, INCRA, Ouvidoria Agrária e outros) estavam cientes das ameaças e sabem quem são estes “fazendeiros”. No entanto, nada fizeram!
O sangue derramado do companheiro LÉO agora exige JUSTIÇA com a punição dos culpados e a imediata desapropriação da Fazenda Jibóia, no município de Euclides da Cunha/BA, porque esta era a terra que ele “queria ver dividida” e, por isso, pagou com a própria vida!
Coordenação Regional do Movimento CETA

Retirado de 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PT já negocia com PSD de Kassab em 3 capitais


Presidente estadual do PSD, Otto Alencar
O PT negocia o apoio do PSD, novo partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em pelo menos três capitais do país para a eleição de 2012. Lideranças regionais avaliam que a resolução aprovada anteontem no 4 Congresso Nacional do PT abre caminho para as alianças em Fortaleza, Recife e Salvador. A aproximação ocorre justamente em capitais do Nordeste, onde a presidente Dilma Rousseff teve seu melhor desempenho no ano passado. As negociações estão mais avançadas em Fortaleza e Salvador. Na capital cearense, o presidente estadual do PSD, Almircy Pinto, secretário-adjunto do gabinete do governador Cid Gomes (PSB), diz que a tendência é apoiar a candidatura petista. Em Salvador, o presidente estadual do PSD, Otto Alencar, considera definida a parceria. Alencar é vice do governador Jacques Wagner (PT) e a estruturação do PSD no estado teve o apoio do petista. Pela costura feita, o partido de Kassab apoiaria pré-candidato do PT na capital, deputado Nelson Pellegrino. — Vai ter aliança entre o PT e o PSD em Salvador em 2012 e vamos repetir isso em muitos municípios no interior. Aqui na Bahia os nossos aliados são os mesmos aliados do governador Wagner — afirmou.
Leia mais em O Globo.
Fonte:  http://www.politicalivre.com.br/

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Chico Alencar: absolvição de Roriz foi ‘apequenamento da Câmara’



Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), a Câmara dos Deputados se apequenou ao absolver a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ele disse ao SRZD que a votação foi quase uma institucionalização da corrupção eleitoral e que pode abrir espaço para que outros políticos envolvidos em esquemas que vão contra a ética continuem agindo assim, sem medo de terem seus mandatos cassados.
Chico Alencar enfatizou que o PSOL, partido pelo qual é deputado federal, se declarou a favor da cassação, mas como a diferença dos votos contra e a favor foi grande, as pessoas tendem a não distinguir os partidos. “Eu tenho recebido e-mails críticos, alguns violentos quanto ao caso. As pessoas não fazem muita distinção entre partidos, nesse momento todos estamos na vala do corporativismo e da falta de postura digna”, disse. Ele acredita que a moral da Câmara ficou menor diante da população, após a absolvição.
Alencar criticou ainda a votação secreta a qual os deputados foram submetidos. Ele afirmou que a decisão “obscura” do voto secreto contraria a decisão do próprio Conselho de Ética da Casa. Segundo ele, na hora da votação, nem os próprios deputados conseguiam ver em que posição votaram após apertarem o botão ‘sim’ ou ‘não’. “O voto era secreto pra nós mesmos”, disse.
Chico Alencar disse que o partido tinha convicção de que mesmo se Jaqueline fosse absolvida, os votos não seriam tão distintos, porém, ficou surpreso porque o número de deputados que votaram contra a cassação, 265, superou o número necessário para que a deputada fosse cassada, 257. O deputado afirmou que o voto da maioria absoluta “foi um louvor a deputada”.
Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi submetida a votação em plenário na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira por causa da divulgação de um vídeo em que aparece recebendo R$ 50 mil em dinheiro do ex-secretario de Relaçoes Institucionais, Durval Barbosa, relator do esquema conhecido como “mensalão do DEM”. Ela foi absolvida na Câmara por 265 votos a 166. No total, 451 deputados votaram.